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domingo, 12 de agosto de 2012

Posição de condução


Longe vão os tempos em que a altura do banco ao piso, do volante, do cinto de segurança, do encosto de cabeça, entre outras, eram obtidas através da altura média do condutor. Hoje, os construtores de automóveis, conscientes da importância da ergonomia, desenvolveram mecanismos de regulação que permitem ajustar o condutor ao automóvel.
A posição de condução influencia a nossa atitude psicológica, física e técnica que se reflecte no comportamento na estrada, nomeadamente na forma como se contorna os obstáculos. Por isso, no habitáculo devemos tirar partido de todos os ajustes em termos de ergonomia, disponíveis no automóvel no sentido de nos proporcionar maior conforto e grande funcionalidade.
Regulação em altura do banco
O assento deve estar o mais baixo possível, naturalmente sem perder visibilidade. Deste modo, conseguimos aumentar a distância entre a cabeça e o tejadilho, o que aumenta a segurança no caso de o automóvel capotar. Por outro lado, estamos a baixar ligeiramente o centro de gravidade e consequentemente a contribuir para uma melhor estabilidade do veículo.
Regulação longitudinal do banco
O assento deve ser ajustado de forma a garantir que o pedal da embraiagem atinja facilmente o fim do curso. No entanto, não devemos adoptar uma posição forçada, nem tocarmos com os joelhos no volante.
Regulação das costas do banco
A sua inclinação está condicionada pelo fácil acesso das mãos aos diferentes movimentos do volante, mantendo os ombros encostados. No caso do automóvel ter um volante com regulação longitudinal obtém-se um melhor sentido de equilíbrio.
Posição das mãos
É consensual que a posição simétrica e horizontal das mãos no volante é a que permite maior sensibilidade e melhor sentido de alerta.
Encosto de cabeça
É um elemento imprescindível na segurança passiva, que atenua os efeitos sobre o pescoço no caso de colisões frontais ou traseiras. Deve estar colocado à altura da nuca e o mais próximo possível da cabeça, sem chegar a apoia-la. Este procedimento deve-se aplicar a todos os passageiros.
Espelhos retrovisores
Após ter encontrado uma posição de condução confortável, deve regular os espelhos retrovisores. O espelho interior, deve estar centrado com o vidro traseiro e mostrar a maior área possível da estrada. Os espelhos exteriores, devem estar ligeiramente abertos de forma a mostrar a maior área possível nas laterais, vendo apenas uma pequena parte do veículo.
Regulação em altura do cinto de segurança
Sempre que o veículo disponha desta funcionalidade, o condutor deverá ajustar este suporte à sua estatura. Em nenhuma circunstância deve utilizar pinças de retenção, bem como ter o cinto torcido.

Recomendações para uma condução segura


1- Se conduzir não consuma álcool ou estupefacientes que possam afectar as capacidades de percepção e de reacção. Alguns medicamentos podem provocar perda de atenção ou sonolência.
2- Durante a condução não utilize o telemóvel, pois aumenta a probabilidade de acidente. O uso de um kit de mãos livres reduz alguns riscos, no entanto não é recomendável enquanto conduz.
3- Sempre que conduza, aperte sempre os cintos nos bancos dianteiros e traseiros. Está comprovado que esta prática reduz o risco de lesões graves ou morte no caso de colisão. A cadeirinha para as crianças deve ser colocada no banco traseiro, atrás do passageiro dianteiro.
4- Conduza com precaução no início da época das chuvas. Além de ser um período perigoso, porque os condutores estão numa fase de adaptação ao piso molhado, estas primeiras chuvas misturam-se com resíduos de óleo e de combustível da via formando uma película deslizante.
5- Num piso de rodagem com abundância de água, se o automóvel fizer uma travagem relativamente brusca, poderá entrar em aquaplaning. Deste modo, deverá fazer uma condução mais prudente e evitar zonas do pavimento com maior película de água. Este fenómeno é facilitado quando os pneus apresentam um desgaste excessivo.

6- Uma das manobras mais perigosas é a ultrapassagem. Por isso, ao iniciar esta manobra, verifique se não existe já outro veículo em ultrapassagem e sinalize a sua manobra com a devida antecedência. Deverá ter em atenção a visibilidade no momento, a deslocação de vento, as condições da via e o tempo que vai demorar a ultrapassagem.
7- Sempre que os pneumáticos do seu automóvel apresentem um desgaste acentuado, não hesite em substituí-los, pois a sua aderência reduz significativamente, em especial no piso molhado.
8- No caso de uma condução com nevoeiro, deverá manter uma velocidade moderada, evitar ultrapassagens, aumentar a distância de travagem e acender os faróis médios e de nevoeiro.
9- A condução de noite deverá ser mais atenta e prudente, porque a avaliação das distâncias é mais difícil e a visibilidade é menor. Assim, recomendamos uma redução da velocidade, principalmente em estradas sem iluminação, aumentar a distância de segurança em relação aos veículos da frente e manter os faróis bem focados e limpos.Ao anoitecer a visão é mais reduzida, os contornos são menos nítidos e a sinalização menos visível, pelo que deverá acender os faróis.
10- Caso tenha alguns sinais de sonolência, não hesite, pare e descanse!

A direcção


Direcção por pinhão e cremalheira
Ao longo de muitos anos a direcção de cremalheira foi o sistema mais utilizado nos veículos ligeiros. Este mecanismo é essencialmente composto por uma engrenagem cilíndrica, a que se dá o nome de pinhão e que está acoplada à coluna de direcção e a uma engrenagem linear, que é a cremalheira. Para se transmitir o movimento às rodas, esta engrenagem linear possui de cada lado, braços articulados, conhecidos como barras de direcção, que estão ligadas às rodas e que acompanham o movimento das suspensões.
Trata-se de um sistema simples, eficaz, de fácil compatibilidade e de baixos custos de produção, motivo pelo qual foi preferido durante várias décadas por muitos fabricantes. O maior inconveniente é o facto de não dispor de desmultiplacador, tornando a direcção muito pesada, especialmente nas manobras de estacionamento.
Direcção por esferas circulantes
Posteriormente, surgiu a direcção por esferas circulantes, cujo princípio assenta na existência de um parafuso sem-fim, que ao rodar, obriga a porca a fazer um movimento ascendente/descendente que, por sua vez movimenta o sector.
Para que a direcção se torne mais leve, utilizam-se esferas que, ao actuar entre o sem-fim e a porca, reduzem de forma significativa o atrito.
Direcção assistida hidráulica
No sentido de ultrapassar as dificuldades que representam as manobras de uma viatura com a direcção pesada, os fabricantes de automóveis recorreram à aplicação de uma bomba hidráulica, que ao exercer pressão no sistema, ajuda as engrenagens a moverem-se na direcção pretendida.
Normalmente a bomba hidráulica está localizada na zona dianteira do motor e é comandada por este através de uma correia acessória. Ao aumentar a velocidade de rotação do motor, aumenta a rotação da bomba hidráulica, pelo que se torna necessária a existência de uma válvula de libertação de pressão, no sentido de a manter nos níveis desejados.
Direcção eléctrica
Mais recentemente, alguns fabricantes de automóveis substituíram a bomba hidráulica que era comandada pelo motor, por um motor auxiliar eléctrico. Neste caso, todo o sistema hidráulico desaparece para dar lugar a um motor eléctrico que actua directamente sobre a coluna de direcção. Este mecanismo é bastante compacto, uma vez que desaparece todo o circuito hidráulico
Com velocidades baixas, o motor faz um esforço suplementar de forma, a que a direcção se torne mais leve. Por outro lado, à medida que se aumenta a velocidade a direcção fica ligeiramente mais pesada. Este mecanismo é bastante compacto, uma vez que desaparece todo o circuito hidráulico


Duplicar a chave do seu automóvel


Existem vários tipos de transponders que não são compatíveis entre si, no entanto, para cada automóvel só funciona um tipo de transponder, embora a informação contida neles seja diferente, ou seja: se tiver duas chaves do seu automóvel, elas têm o mesmo tipo de transponder, mas a resposta que esses componentes dão à centralina do imobilizador é diferente, pelo que têm de estar as duas chaves "autorizadas" a funcionar no seu veículo.
Existem básicamente duas classes de transponders: os duplicáveis e os não duplicáveis. Em todo o mundo existem mais de 80 milhões de automóveis equipados com sistema de imobilizador, sendo que, em cada 8 veículos, 5 têm transponder duplicável e 3 têm transponder não duplicável.
Para fazer uma nova chave para o seu automóvel, se o mesmo utilizar o tipo de transponder duplicável, poderá dirigir-se a uma loja especializada em chaves automóveis, com uma chave do seu automóvel e duplica-se a chave e o transponder, ficando assim a chave nova pronta para funcionar no seu automóvel.
No caso do seu automóvel utilizar o tipo de transponder não duplicável, para fazer uma nova chave, deve fazer-se acompanhar de todas as chaves e comandos do mesmo. Se tiver, leve também o cartão com o código PIN do automóvel ou a chave mestra. Neste caso duplica-se a parte mecânica da chave e programa-se essa nova chave com transponder directamente no seu automóvel com o equipamento de diagnóstico específico.
Perguntas frequentes:
Pergunta: Como posso saber qual a classe do transponder que é utilizado no meu automóvel?
Resposta: Poderá consultar essa informação em http://www.casafernandez.eu, ou pode dirigir-se a uma loja especializada com uma chave do seu automóvel, sabendo o modelo e ano do mesmo, que ser-lhe-á prestada toda a informação necessária à duplicação da sua chave ou do seu comando.
Pergunta: Para que é preciso do código PIN do automóvel a chave mestra?
Resposta: O código PIN só é necessário para a programação de chaves/transponders directamente no automóvel, pois para aceder à centralina do imobilizador é necessário introduzir esse código PIN. Habitualmente o código PIN é fornecido num cartão próprio, pela marca no acto da venda do automóvel. Existem modelos de automóveis que vêm equipados com uma chave mestra (habitualmente com a cabeça de outra cor) que permite a programação de novas chaves sem necessidade de equipamento de diagnóstico.
Pergunta: Disseram-me que só as próprias marcas podiam duplicar a chave do meu automóvel?
Resposta: Não. Poderá encontrar este serviço em especialistas de chaves para automóveis que normalmente estão convenientemente preparados para efectuar a duplicação da chave do seu automóvel, habitualmente a duplicação é feita na hora, o que normalmente não acontece nos representantes oficiais das marcas.
Pergunta: Perdi todas as chaves do meu automóvel. O que devo fazer?
Resposta: Dirigir-se a um especialista em chaves de automóveis com todos os dados do seu veículo, pois podem ser de novo programadas chaves para o seu automóvel. Em alguns casos só podem ser feitas novas chaves através da centralina do imobilizador. Atenção: as oficinas das marcas habitualmente aconselham a substituição da centralina, o que nem sempre é necessário e tem um custo significativo, muitas vezes superior a 500 euros.

O que são câmaras de injeção direta


Este tipo de câmaras de injecção utilizam-se sobretudo em motores grande dimensão que trabalham a velocidades relativamente reduzida, nesta câmara o ar não apresenta grande turbulência e a mistura ar / combustível é efectuada somente pela penetração dos "sprays" de líquido injectado. O injector é colocado numa posição central da câmara. Este tipo de motores trabalham com excesso de ar, pois é um processo de mistura deficiente. 
A câmara de combustão é formada numa cavidade do pistão, ocupando grande parte da sua coroa. 
À medida que o tamanho dos motores diminui e a velocidade de trabalho aumenta, é necessário aumentar a taxa de mistura do combustível com o ar pelo que se imprime um movimento intenso ao ar, através de um projecto cuidado de condutas de admissão ou pela aplicação de defletores nas válvulas de admissão o que lhe confere uma elevada turbulência.
Neste tipo de câmaras, existe uma designada por sistema "M" na qual o injector só tem um bico e e injecta a mistura sobre a cavidade do pistão, que tem uma forma esférica. Este sistema utiliza uma elevada turbulência do ar na câmara para vaporizar o combustível e promover a formação da mistura.

O sistema common-rail


Na última década, os motores a diesel têm vindo a sofrer alterações substanciais relativamente à intensidade do ruído, à emissão de partículas poluentes e às prestações, que eram inferiores aos motores a gasolina.
Para esta mudança, muito tem contribuído os sistemas de injecção directa a alta pressão, normalmente conhecidos como common-rail. Este tipo de injecção garante uma optimização da combustão o que leva a reduzir as emissões.
O sistema de injecção dos motores a diesel convencionais é caracterizado pela existência de uma bomba injectora doseadora em linha ou rotativa, que tem como função enviar sob pressão o gasóleo para cada injector, em quantidades perfeitamente regulares, de acordo com a aceleração do motor.
A injecção common-rail é composta por uma bomba de alta pressão, que fornece o gasóleo pressurizado, com pressões que podem chegar aos 1750 bar, a um tubo comum de onde sai a alimentação para os injectores. Estes injectores regulam a quantidade exacta de combustível que é entregue na câmara de combustão. O momento exacto da abertura ou fecho dos injectores é controlada electronicamente pelas electro-válvulas que estão acopladas em cada corpo do porta-injector, o que permite usar apenas a quantidade de combustível estritamente necessária em cada ciclo de funcionamento do motor.
Um dos componentes vitais do sistema common-rail é a bomba de combustível, que gera a alta pressão. A bomba recebe o combustível do depósito através de um filtro e passa-o depois sob pressão para a rampa comum, através de um tubo moldado com interfaces de vedação nas duas extremidades com parafusos e porcas de aperto. Este tubo transporta o combustível a alta pressão entre a bomba, a rampa e os injectores, resistindo a variações de pressão, totalmente vedado ao ambiente externo.
O grande inconveniente deste tipo de injecção é a sujidade do combustível, pelo que a utilização de filtros de gasóleo especiais é essencial, pois actuam como a primeira linha de defesa do motor.
Actualmente, quase todos os veículos a diesel, tanto ligeiros como pesados, utilizam esta tecnologia.

Avarias provocados pelo abastecimento de combustível impróprio


Esta anomalia não está associado a uma marca de automóvel em exclusivo. Pode ocorrer em todas as marcas que utilizam sistemas de injecção muito sofisticados, onde o combustível é injectado no motor sob pressão muito alta. Estes sistemas de alta pressão são normalmente usados em motores diesel, onde a injecção de combustível nos cilindros é feita a pressões que vão de 1000-1950 bares. Até 1997, os carros ainda estavam equipados com bombas de combustível com uma pressão de injecção de 120-130 bars, e apenas em alguns casos até 700 bars. Mas a chegada da tecnologia Common-rail marca sem dúvida o início de uma nova era para os motores diesel.

Estes novos sistemas de Injecção foram utilizados pelos fabricantes de automóveis com o objectivo de reduzir a quantidade de partículas nocivas nos gases de escape dos motores diesel, o que permite actualmente o cumprimento das normas Euro-5. A mistura de combustível e ar leva à combustão optimizada e emissões reduzidas. Outros benefícios: melhor desempenho, um motor mais flexível e uma redução no consumo.


A questão fundamental é se as companhias de petróleo estão dispostas a acompanhar esta evolução?
 Os novos Sistemas de injecção são de facto tão precisos que os requisitos de qualidade para o combustível tornam-se cada vez mais rigorosos. Actualmente, os níveis de tolerância dos combustíveis são extremamente reduzidos, pelo que uma baixa de qualidade pode causar danos irreversíveis.

Porque é que os combustíveis de baixa qualidade do diesel representam problemas para os sistemas de alta pressão de injecção?
Porque influenciam directamente a lubrificação de vários componentes da bomba de injecção de alta pressão. O sistema de injecção a alta pressão não é lubrificado pelo óleo do motor, mas pelo diesel que, ao contrário da gasolina, tem propriedades lubrificantes. Estas bombas de injecção são tão precisas e as pressões de trabalho tão elevadas que quando a falta de lubrificação ocorre, é acompanhada imediatamente por uma resistência ao atrito. Este fenómeno provoca uma elevação da temperatura, aumentando o stress por fadiga e, consequentemente, o desgaste.

Efectivamente, uma parte significativa das avarias diagnosticadas na bomba injectora estão relacionadas com o combustível original. Existem no mercado combustíveis de qualidade inferior, oferecidos a preços mais baixos.


Quais os principais elementos que afectam a qualidade do diesel?
Existem várias causas possíveis. Por um lado pode haver um resíduos de gasolina, por exemplo, contidos na cisterna do camião do fornecedor. Isso afecta a lubrificação porque a gasolina tem a capacidade de desengorduramento, alterando as propriedades originais do gasóleo.
Por outro lado, as impurezas normalmente apresentam poucos problemas porque o filtro de combustível e o filtro colocado antes da bomba de alimentação ajudam à sua remoção do circuito.
A água é o mais prejudicial, porque corrói as paredes da bomba de alimentação causando avarias que normalmente são dispendiosas.

Como podemos provar a causa original da avaria da bomba de combustível?
A origem da avaria por vezes é difícil de demonstrar pois esta pode ocorrer depois de vários meses. Poderá apresentar uma queixa junto da Inspecção Económica, contudo tem poucas probabilidades de comprovar os factos.
Se é um combustível de qualidade inferior, pode demorar algum tempo antes de surgir qualquer problema técnico. Neste caso, é praticamente impossível provar a verdadeira causa da avaria. A situação é mais clara quando a quantidade de água presente no combustível é anormalmente alta, pois a maioria das vítimas não percorrem grande distância da bomba após o abastecimento. Neste caso, a nível técnico é facilmente provada a causa da avaria, mesmo assim, terá um longo caminho a percorrer até que aceitem a sua reclamação.

Na parte inferior do tanque, os restos de água e de impurezas, como areia e ferrugem, são inevitáveis. A presença de água resulta de um processo natural de condensação. Quando o nível de combustível diminui, o volume irá preencher automaticamente o ar vazio. Em depósitos subterrâneos as temperaturas são mais baixas, o vapor de água condensa-se no ar, provocando um fluxo de gotículas de água no fundo do tanque. Este facto é levado em consideração durante a construção de tanques.  Existe portanto, uma margem de segurança, havendo apenas necessidade de acompanhar com regularidade a camada de drenagem de condensação e água.

É seguro abastecer o automóvel quando o depósito de combustível acabou de ser cheio?
Deve evitar estas situações, pois o uso de bombas de "alta velocidade" utilizadas nas cisternas, no enchimento dos depósitos, tem o efeito de agitação do depósito de combustível e da água. Como resultado destas elevadas pressões, a água misturada no combustível pode entrar em emulsão e portanto formar um todo. Se imediatamente a seguir abastecer, poderá introduzir alguma água no depósito do seu automóvel. Depois de algum tempo, esta água e o combustível irão dissociar-se novamente. Em algumas estações, com tanques múltiplos, é possível isolar a rede de depósitos temporariamente.

Os faróis Xenon são a melhor opção para o meu carro?


Os faróis de Xenon foi uma tecnologia introduzida no automóveis em 1991 pela BMW no modelo série 7.
As lâmpadas xenon são mais eficientes que as lâmpadas tradicionais? Como funcionam?
A lâmpadas Xenon tem a vantagem de consumir menos do que as lâmpadas de halogénio tradicionais. A sua intensidade é aproximadamente 3200 Lumens para um consumo de energia de 35 Watts, enquanto que uma lâmpada normal de halogénio é de 1600 Lumens para um consumo de 55 Watts. Esta vantagem em termos de consumo não tem uma influência directamente proporcional à sua intensidade.   
Ao nível do funcionamento, uma lâmpada xénon pode ser comparado a uma lâmpada de néon. Uma lâmpada de xénon consiste essencialmente em dois eléctrodos que formam um arco eléctrico de cerca de 25.000 volts quando a corrente eléctrica é aplicada aos dois eléctrodos, ou seja quando o condutor liga os faróis. Este arco de luz branca é mantido por uma tensão alternada de 85 volts. Este processo tem um ligeiro atraso na ignição.
Porque devo optar por faróis xenon?
A iluminação xenon é destinada a condutores que ambicionam maior conforto visual na condução nocturna. Efectivamente, com um feixe maior e de maior amplitude, o farol xenon apresenta vantagens. Por outro lado, pela sua natureza, uma lâmpada de xenon é ligeiramente azul com um efeito mais real, oferecendo uma aparência mais próxima do dia e mais confortável para a visão. Do ponto de vista financeiro, os faróis xenon ainda são bastante mais caros.
Os benefícios
As desvantagens

Melhor iluminação

O custo

Mais conforto

O técnico

Quando devo substituir a correia de distribuição?


A correia de distribuição do motor tem por finalidade sincronizar o movimento dos pistões,válvulas e em muitos casos a bomba de água. Essa sincronização é fundamental para um correcto funcionamento do motor. É produzida em borracha para reduzir o ruído, encaixa na polie e trabalha sob uma tensão constante. Alguns automóveis trabalham com uma corrente de distribuição metálica. Este sistema tem a vantagem de não necessitar de manutenção (raramente substituida), contudo tem a desvantagem de provocar maior ruido em alguns casos.
O sistema de correia de distribuição é composto por vários elementos:
- A correia dentada que sincroniza os movimentos do motor;
- O tensor, cuja função é criar determinada tensão na correia de forma a manter o seu alinhamento. O ajustamento do rolo é indicado pelo fabricante.
- A bomba de água, cuja função é fazer circular o líquido de arrefecimento;
Quando devo substituir a correia de distribuição?

As correias de distribuição são alteradas de acordo com as recomendações do fabricante. A frequência de substituição das correias variam de acordo com as marcas dos automóveis e até

 em veículos da mesma marca. A cadência de substituição pode ser, por exemplo, de 10 anos ou 240 000 km.
Normalmente, quando a correia de distribuição atinge a data limite de utilização, poderá não ser possível identificar o desgaste visualmente. Caso o desgaste seja evidente, seguramente que a causa foi um defeito na montagem.
Para além da frequência de substituição da correia de distribuição expressa em quilómetros ou tempo, é possível uma observação visual: se esta revelar sintomas como por exemplo, dentes com excesso de desgaste, fendas no perfil da correia, vestígios de óleo na correia, etc. Alguns destes sintomas são provocados por uma tensão excessiva na correia de distribuição. Por vezes, o desgaste prematuro da correia é devido ao facto de ter sido dobrada antes da sua instalação ou contacto com líquido como óleo que altera as características técnicas da borracha. No caso de uma falha na correia de distribuição, as consequências para o motor poderão ser gravíssimas, pois gera uma dessincronização do sistema de distribuição, normalmente resultando na torção das válvulas e eventual empeno das arvores de cames.
A correia de distribuição é escolhida de acordo com o modelo do automóvel e o tamanho do motor.
 
A substituição da correia de distribuição deve ser feita por um profissional experiente que tenha ao seu dispor as ferramentas adequadas. A bomba de água deve ser substituída ao mesmo tempo que a correia dentada. Na verdade, a vida útil da bomba de água é superior ao da correia, mas não é aconselhável deixar para a próxima substituição da correia. Recomenda-se ainda substituir em simultâneo o tensor da correia, pois
 estes rolos com o desgaste podem resultar num afrouxamento da correia com consequências graves para o motor. Tenha ainda em consideração um eventual desgaste acentuado da polie da cambota e da árvore de cames.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Válvula EGR a importância do seu desempenho

Os sistemas EGR têm sido desenvolvidos e utilizados nos veículos desde há muitos anos. Os principais objectivos deste sistema é controlar as temperaturas da câmara de combustão e reduzir a quantidade de óxidos de Nitrogénio (NOX), influenciando ainda a eficiência volumétrica e com isso a rentabilidade do motor.

A válvula EGR linear proporciona uma ligação entre a admissão de ar e o sistema de escape. Normalmente, o motor “puxa” o ar através do corpo de borboleta para o colector de admissão. A válvula EGR linear é colocada numa posição tal que, quando a mesma é aberta, uma parte dos gases de escape afluem também para a admissão.


Com o movimento do pistão para baixo durante o curso de admissão, a combinação de ar/combustível e os gases de escape entram na câmara de combustão. Embora o volume de gases que entra na câmara de combustão seja o mesmo, haverá menos ar para queimar quando o combustível é inflamado, de modo que a temperatura e a pressão no cilindro diminuirá. Menos oxigénio e temperaturas mais baixas resultam numa quebra significativa dos níveis de Nox.

Uma vez que a pressão no cilindro é quem empurra o pistão para baixo, o desempenho do motor pode ser influenciado pela diminuição de pressão do cilindro.


A válvula EGR encontra-se localizada num tubo entre os colectores de escape e de admissão. Quando é aplicado vácuo pela válvula reguladora do EGR, o diafragma abre a sede da válvula contra a pressão de uma mola permitindo a entrada dos gases de escape. A sede da válvula é fechada novamente pela pressão da mola quando o vácuo deixa de ser aplicado.

A válvula EGR é aberta de acordo com as condições de funcionamento do motor e os valores de regulação para recirculação dos gases de escape estão memorizados no módulo de injecção electrónica.


A válvula reguladora de vácuo EGR encontra-se localizada no tubo de vácuo que vai do colector de admissão para a válvula EGR.

O vácuo na válvula reguladora pode ser controlado pelos impulsos de massa variáveis. Deste modo, a válvula EGR é aberta de forma que a recirculação dos gases de escape no circuito fechado esteja de acordo com os valores específicos no mapa memorizado no módulo de controlo do motor.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Mercedes aposta em cintos traseiros insufláveis


Através desta tecnologia de segurança automóvel, a largura dos cintos traseiros poderá aumentar três vezes a sua dimensão em caso de acidente, pelo que a redistribuição das forças aquando do impacto, permitirá evitar lesões crânio-encefálicas, torácicas ou vertebrais graves
Que a construtora germânica desenvolve veículos rápidos, ninguém terá qualquer dúvida, numa tendência quase genética na Mercedes, como resultado das suas participações em algumas das mais importantes competições automobilísticas do século passado. 


Por outro lado, haverá ainda quem desconheça a sua intervenção no desenvolvimento de algumas tecnologias de segurança automóvel, como pré-tensores de cinto de segurança, air bags, sistema de travagem anti-bloqueio ou controlo de estabilidade electrónico. É certo que a Mercedes não desenvolveu estas tecnologias laboratorialmente, no entanto, a construtora alemã apostou desde cedo na sua utilização, sendo pioneira numa época de constante desrespeito pelas normas de prevenção rodoviária.


Não surpreende portanto, esta aposta em cintos de segurança insufláveis, uma tecnologia que será implementada brevemente nos veículos Mercedes, como garantem os seus responsáveis. Quando os cintos de segurança insuflam durante o impacto, a largura destes quase triplica, pelo que a melhor distribuição das forças que daí resultem, permitirá evitar lesões cranianas, torácicas ou vertebrais graves.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como prevenir as avarias no ar condicionado?


O sistema de climatização proporciona um controlo da temperatura no interior do seu veículo para melhorar o conforto. O ar condicionado, pode funcionar com um sistema manual ou automático.
O compressor do ar condicionado comprime o fluido refrigerante (em carga do circuito) e envia sob pressão e temperatura  elevada para o condensador. Este, por sua vez condensa e liquefaz o gás, baixando a temperatura do ar que passa através dele. O evaporador controla a humidade para manter o interior seco.
Como utilizar o ar condicionado?
Quando o habitáculo do automóvel fica quente e desconfortável, o ar condicionado é eficaz para arrefecer. No entanto, tome alguns cuidados: a temperatura do ar no interior deve ser aproximadamente 10 ºC inferior  à temperatura exterior. Uma transição abrupta do quente  para o frio poderá revelar-se prejudicial para a saúde. Deste modo, é preferível diminuir gradualmente a temperatura. Deve ter ainda em consideração que a utilização do ar condicionado aumenta o consumo de combustível 20% em média.  
Sinais de um ar condicionado com avaria
- Arrefecimento menos eficaz do que anteriormente, a temperatura exterior é aproximadamente igual à interior;
- Cheiro estranho vindo das aberturas de climatização;
- Ruido anormal quando ligamos o ar condicionado;
- Vazamento de água no interior do automóvel, normalmente localizada aos pés do passageiro;
Pontos elementares a inspeccionar no ar condicionado do seu automóvel
Os pontos importantes a serem verificados, são sobretudo as correias (ajustar ou substituir se necessário), os tubos, ligações eléctricas, o compressor, o interruptor de baixa pressão, por vazamentos após ajustes.
Como aumentar a vida útil do ar condicionado?
Verificar a carga de gás
A carga de gás é insuficiente se o ar condicionado é lento a produzir frio e o ar que sai pelas aberturas de climatização é quente e húmido. É necessário recarregar o circuito numa empresa tecnicamente habilitada.  Para não ter surpresas, adiantamos-lhe o preço médio de 100,00 Euros para uma recarga de ar condicionado, caso não existam fugas.
Destruir fungos
Se identificar mau cheiro que sai das aberturas de climatização, provavelmente trata-se de fungos ou bolores que estão localizados no evaporador. Existem produtos específicos para eliminar esses fungos. Os novos evaporadores antifúngicos previnem o crescimento de fungos.
Verificar a evacuação do condensador
O evaporador desumidifica o ar condicionado, o seu produto é o vapor de água e água condensada que flui sob o veículo, geralmente sob o guarda-lamas dianteiro esquerdo. Se a água não escoar correctamente, deve o mais rápido possível desentupir este tubo de escoamento.
Substituir o filtro de ar do habitáculo
Este filtro deve ser substituído quando fica sujo e/ou o ar dos ventiladores não é tão abundate como anteriormente. O filtro de pólen entupido pode gerar mau cheiro no ar condicionado. Recomenda-se a sua substituição a cada dois anos, dependendo da zona onde habitualmente a viatura circula, exemplo: zonas poeirentas ou muito poluídas.
Dicas para prolongar a vida útil do ar condicionado
Para aumentar a vida útil do sistema de climatização do seu automóvel, é recomendado que este funcione com alguma regularidade ao longo de todo o ano. Uma vez por ano verifique a carga de refrigerante do ar condicionado

Os 10 mandamentos da eco condução


1º Mandamento: “Conduzirás por antecipação”
Mantém uma adequada distância para obteres mais tempo de reacção disponível.
Antecipa o imprevisto e reage suavemente, evitando acidentes.
Reduz o número de acelerações e travagens e melhora a média de consumo de combustível.

2º Mandamento: “Conduzirás a baixa rotação”
Utiliza o motor com rotações baixas;
Gere a caixa de velocidades de modo a utilizar a mudança mais alta possível,
Conduz de forma a não exceder as rotações de:
2000 Rpm – rotações – no caso de um veículo a gasóleo;
2500 Rpm – rotações – no caso de um veículo a gasolina;

3º Mandamento: “Conduzirás suavemente”
Utiliza o veículo com suavidade, acelerando calmamente, aumentando a velocidade de forma progressiva.
Evita acelerar e travar repetidamente, reduzindo o consumo de combustível e o desgaste mecânico do automóvel.
Reduz a velocidade de circulação, porque um pequeno aumento na velocidade leva a um enorme aumento do consumo de combustível e do desgaste mecânico.

4º Mandamento: “Manterás uma mudança engrenada nas descidas”
Utiliza uma mudança engrenada e retira o acelerador em descidas ou em situações de abrandamento – por exemplo na aproximação a um semáforo ou a uma portagem.
Aproveita o movimento do veículo para prolongar o seu andamento sem ser necessário acelerar e consumir mais combustível.

5º Mandamento: “Evitarás utilizar o veículo ao ralenti”
Desliga sempre o motor quando o veículo estiver parado mais do que três minutos, reduzindo o consumo de combustível e as emissões poluentes.
Evita situações de utilização do veículo ao ralenti, porque o seu motor ligado consome mais de um litro por hora.
Não desligues o motor do veículo em paragens curtas, inferiores a três minutos, por exemplo nos semáforos ou em transito do tipo “pára-arranca”.

6º Mandamento: “Verificarás a pressão dos pneus”
Verifica regularmente a pressão dos pneus, a baixa temperatura preferencialmente, sem terem percorrido mais de três quilómetros. Reduz o desgaste dos pneus e o consumo de combustível, utilizando sempre a pressão correcta.

7º Mandamento: “analisarás os teus consumos”
Utiliza o computador de bordo do teu veículo e analisa a quantidade de combustível consumido. em média e a cada momento. Reduz a velocidade e modera a aceleração para veres o computador de bordo a baixar os valores de consumo de combustível.

8º Mandamento: “Evitarás pesos desnecessários”
Selecciona apenas os objectos necessários a transportar no teu veículo e evita carregar peso desnecessário. Diminui os consumos de combustível e o desgaste do veículo, retirando objectos e cargas que não necessitas.

9º Mandamento: “Evitarás acessórios exteriores”
Evita a utilização de acessórios no exterior do veículo, como por exemplo barras no tejadilho e suportes adicionais, pois prejudicam a aerodinâmica.
Reduz o consumo de combustível, mantendo o teu veículo apenas com o que é estritamente necessário.

10º Mandamento: “Utilizarás o ar-condicionado com moderação”
Não utilizes o ar-condicionado em trajectos curtos, pois o tempo de viagem não é suficiente para arrefecer o veículo.
Reduzir a utilização do ar-condicionado pode reduzir o consumo de combustível em mais de 20%.

Como prolongar a vida útil da embraiagem?


A embraiagem é um componente de desgaste, que com uso indevido pode colocar em causa o seu regular funcionamento e reduzir o tempo de vida útil. Deixamos aqui alguns conselhos:
- Evitar que o óleo da caixa de velocidades ou de outro órgão, se passe para a embraiagem;
- Não fazer patinar, excessivamente, a embraiagem  com acelerações fortes do motor;
- Evitar que a embraiagem “pegue”  bruscamente, aos esticões;
 - Não fazer patinar a embraiagem, quando engatado em qualquer velocidade que não seja a primeira ou a marcha atrás;
- Quando desembraiar,  deve fazê-lo carregando o pedal com força suficiente para o curso deste seja suficiente, ou seja a desembraiagem seja  completa;
- Em condução normal, não deve pousar o pé sobre o pedal de embraiagem, mesmo que levemente,  pois ao exercer uma pequena pressão, alivia ligeiramente o prato móvel, o que permite que o disco patine, produzindo-se o aquecimento do disco pela fricção e o seu consequente desgaste. Além disso, o rolamento de encosto fica a exercer pressão acabando por se gripar.

Filtro de Partículas


Os motores a diesel emitem partículas de fuligem e resíduos sólidos nos gases de escape.
O filtro de partículas, situado sobre a linha de escape, vai reter essas partículas, armazená-las e queimá-las em cerca de 95%, de forma a produzir substâncias não nocivas. Este sistema, para além de inúmeros aperfeiçoamentos introduzidos na combustão do motor, permite respeitar as normas de poluição e contribui para a protecção do ambiente.
Actualmente, já são produzidos filtros de partículas que estão isentos de manutenção reduzindo drasticamente as emissões gasosas o que consequentemente diminui a poluição de partículas na atmosfera.

As várias fases do processo:

1- Os gases de escape circulam através do filtro de partículas.
2- As partículas permanecem no filtro e os gases purificados são libertados pelo tubo de escape.
3- Os sensores de pressão e de temperatura detectam quando demasiadas partículas foram aglomeradas e dá-se início ao processo de regeneração.
4- Se a diferença de pressão entre o motor e o filtro de partículas for demasiada, inicia-se o fenómeno de pós-injecção, aumentando a temperatura no filtro do escape e as partículas acumuladas são queimadas. A limpeza do filtro é automática e periódica. As partículas diesel são retidas pelo filtro e somente o ar limpo circula para a atmosfera.